Da redação
O dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 5,196, alta de 0,62%, aproximando-se de R$ 5,20 após discurso mais rígido do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, nos Estados Unidos. O Ibovespa confirmou a oitava valorização consecutiva, fechando aos 175.664,62 pontos, alta de 0,30%.
Segundo analistas, a sinalização de Warsh de que o Federal Reserve pode elevar os juros caso a inflação subjacente não demonstre retorno consistente à meta de 2% aumentou a expectativa de alta dos juros estadunidenses em setembro. Isso fortaleceu o dólar globalmente. O índice DXY subiu 0,57%, a 99,668 pontos, enquanto o rendimento do título público de dois anos dos Estados Unidos atingiu 4,35%.
No cenário doméstico, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 58.568 vagas formais em julho, número inferior ao previsto pelo mercado. O resultado reforçou as apostas em corte na taxa Selic pelo Banco Central em setembro, com previsão predominante de redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.
O Ibovespa ampliou seus ganhos na semana, acumulando alta de 2,71%. Em agosto, porém, apresenta queda de 1,31%. Fluxo de capital estrangeiro ficou positivo em R$ 1,3 bilhão nos quatro pregões anteriores, mas negativo em R$ 18,7 bilhões no mês. Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em baixa, com o Nasdaq recuando 0,52%, o S&P 500 caindo 0,25% e o Dow Jones perdendo 0,02%.



