Da redação
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) ajuizou ação civil pública pedindo R$ 50 milhões em reparação coletiva para moradores dos Complexos da Penha e do Alemão atingidos pela Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28). Recursos bancariam educação, saúde, esportes, lazer e apoio psicossocial.
A operação deixou 122 mortos, cinco policiais e 117 não policiais. Relatório da Human Rights Watch apontou descumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal e identificou “excessos inadmissíveis”. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635 exige câmeras corporais dos agentes.
O defensor público Marcos Paulo Dutra Santos, coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, declarou: “A Operação Contenção expôs a vida dos moradores e gerou traumas pessoais, com agressões físicas, invasão de domicílios e furto de bens”.
O pedido inclui reparação individual à família de Ronaldo Julião da Silva, morto aos 46 anos; o corpo foi abandonado em via pública. A apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro reúne mais de 4 mil horas de gravações, 122 laudos e 262 depoimentos.



