Da redação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países durante evento na capital paulista. Conforme Durigan, governos e investidores olham para o Brasil com confiança, pois o país deve se projetar como “porto seguro” e oferecer previsibilidade.
Segundo o ministro, a abertura deve ocorrer por meio de negociações, evitando dependência de um parceiro exclusivo, seja na Ásia ou América do Norte. “O Brasil vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, afirmou Durigan durante sua participação.
A posição do ministro acontece em meio à tensão entre Brasil e Estados Unidos após o governo federal abrir processo para analisar resposta à imposição unilateral de tarifas pelos Estados Unidos contra exportações brasileiras com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Essa lei, aprovada no ano passado, estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais frente a práticas que prejudiquem a competitividade do Brasil.
Durigan também argumentou sobre medidas para manutenção da estabilidade fiscal, como bloqueio de orçamento e limites de gastos. Sobre a reforma tributária, reconheceu o receio causado pelas mudanças, mas avaliou que 2027 será relevante para a transição. O ministro ainda afirmou que não há como debater crédito sem “juros civilizados”, considerando-os a “milha final” dos ajustes necessários ao desenvolvimento nacional.





