Início Eleições Edmilson Costa, do PCB, é pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026

Edmilson Costa, do PCB, é pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026


Da redação

Edmilson Costa, economista, professor universitário e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi lançado em fevereiro de 2024 como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. A decisão partiu do Comitê Central do partido, que busca defender bandeiras como a transição socialista e o fortalecimento do poder popular.

Natural do Maranhão e formado em Comunicação Social pela UFMA, Edmilson direcionou sua carreira para a economia e concluiu doutorado e pós-doutorado na Unicamp. Atualmente dirige o setor de pesquisa do Instituto Caio Prado, além de lecionar como professor universitário. Sua trajetória política se relaciona a movimentos populares desde a juventude.

O pré-candidato já disputou eleições anteriormente, incluindo a prefeitura de São Paulo em 2008 e a vice-presidência do Brasil em 2010, ao lado de Ivan Pinheiro. Em 2016, Edmilson assumiu a Secretaria-Geral do PCB, sucedendo o próprio Ivan Pinheiro, consolidando seu papel como liderança nacional do partido.

A plataforma de Edmilson propõe mudanças estruturais, como redução da jornada de trabalho sem corte salarial, valorização do salário mínimo, auditoria da dívida pública, reestatização de empresas consideradas estratégicas e reversão de reformas recentes, incluindo a trabalhista e a previdenciária. Ele defende maior controle estatal sobre o sistema financeiro.

De acordo com Edmilson, as transformações só seriam possíveis com forte participação popular, devido à provável minoria no Congresso. “As eleições brasileiras transformam maiorias sociais em minorias políticas, em minorias parlamentares. E dessa forma nós vamos inverter a lógica”, afirmou em entrevista recente.

Edmilson também enfatiza a importância de fortalecer relações internacionais com países que fazem contraponto aos Estados Unidos, defendendo maior integração regional e solidariedade entre nações em desenvolvimento. Nas eleições de 2026, ele compõe o cenário dos partidos de esquerda e de menor representatividade, ao lado de outros nomes como Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Samara Martins, Augusto Cury e Joaquim Barbosa.