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Eduardo Riedel lidera disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul em 2026


Da redação

Faltando pouco mais de quatro meses para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul, partidos intensificam articulações para definir pré-candidatos. O cenário é marcado pelo favoritismo do governador Eduardo Riedel e por debates sobre desenvolvimento econômico regional, impulsionados pelo agronegócio, indústria da celulose e projetos de infraestrutura estratégica.

Eduardo Riedel (PP) lidera as pesquisas divulgadas em 2026, aparecendo com 36,6% das intenções de voto segundo o Novo Ibrape, mais que o dobro do segundo colocado, Fábio Trad (PT), com 17,5%. Riedel, eleito pelo PSDB em 2022 com 56,9% no segundo turno, reúne apoio de federações econômicas e de ampla aliança partidária.

A direita vive disputas internas desde que Reinaldo Azambuja deixou o PSDB e assumiu o comando do PL estadual. João Henrique Catan (Novo), alinhado ao bolsonarismo, contesta a aproximação de políticos tradicionais ao campo conservador. O racha intensificou após o PL ampliar sua influência no interior do estado, enquanto setores mais ideológicos resistem a alianças com antigos tucanos.

O PT aposta na candidatura de Fábio Trad, ex-presidente da OAB-MS e ex-deputado federal, que recebeu apoio de Lula após sua filiação ao partido. Trad fortalece sua presença nas redes e tenta ampliar notoriedade junto ao eleitorado progressista. Em 2022, o PT apoiou Riedel no segundo turno, mas agora se posiciona como adversário principal.

Para o Senado, duas vagas estarão em disputa. Os atuais senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB) buscam reeleição, enquanto nomes como Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Vander Loubet figuram entre os principais pré-candidatos, conforme pesquisa do Ibrape que aponta Azambuja com 22,3% das intenções de voto.

O contexto econômico impulsiona o debate eleitoral, com destaque para o agronegócio e o setor de celulose, responsáveis por cifras expressivas de exportação. Paralelamente, desafios de infraestrutura e aumento das queimadas no Pantanal, que cresceu 323% em área atingida em janeiro de 2026, colocam desenvolvimento sustentável no centro das discussões.