Da redação
Emails obtidos pela Polícia Federal mostram que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, compartilhava uma conta bancária no Santander com o advogado e empresário Willer Tomaz, que é suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro vinculado a fraudes no INSS. Ambos negam qualquer irregularidade.
De acordo com relatos, uma troca de emails entre uma funcionária de Tomaz e o Santander tratava da conta relacionada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual Willer é sócio. Em maio de 2025, a funcionária pediu ao banco o desligamento de Flávio da referida conta. A assessoria do senador afirmou que ele “nunca manteve conta tendo como usuário master o sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas” e classificou as acusações como “falsas” e “fake news”.
A assessoria de Tomaz negou qualquer vínculo financeiro entre o advogado e Flávio, destacando existir apenas amizade entre ambos. Informou ainda ter tomado medidas criminais contra a divulgação das informações, atribuindo motivação eleitoral às acusações. Nota da assessoria afirmou que a Polícia Federal abriu investigação para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo.
Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo fraudes no INSS. O advogado mantém interlocução com parlamentares diversos, já foi preso na Operação Patmos em 2017, mas teve denúncia rejeitada pela Justiça. A assessoria de Tomaz confirmou indicação para vagas no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça.




