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Embaixador de Israel expressa surpresa com ataques do Hamas em nome da paz: “Isso é uma vergonha, tem que acabar”

Da redação do conectado ao Poder

Em uma entrevista exclusiva concedida ao programa de rádio Rota Atividade da Atividade FM (107,1), o embaixador de Israel, Daniel Zonshine, abordou questões cruciais relacionadas ao conflito em curso entre Israel e o grupo militante Hamas. O embaixador ofereceu uma visão sobre a situação, destacando os desafios e as perspectivas de paz na região. O Rota Atividade é de segunda a sexta-feira, das 6h às 8h da manhã.

Durante a entrevista, Daniel Zonshine começou por expressar sua preocupação com a escalada recente de violência no conflito Israel-Hamas. Ele descreveu os ataques do Hamas como ameaças constantes à segurança de Israel e destacou a necessidade de medidas para proteger os cidadãos israelenses. “Infelizmente é a realidade que nós encontramos do lado do Hamas. E cada dia que passa você tem mais atrocidades, mais casos tão difíceis como estrangular bebês, matá-los com tiro na cabeça em frente dos pais, desrespeitar mulheres e coisas que nenhum ser humano pode imaginar”, avaliou.

Além disso, o embaixador de Israel, compartilhou sua surpresa em relação aos ataques terroristas do Hamas contra Israel. “Foi uma surpresa para nós não fomos criados para este tipo de invasão e do ponto de vista de inteligência, do ponto de vista militar e acima de tudo, do ponto de vista humano. Porque eles atacaram civis, eles atacaram por cima, atacaram casas e pessoas, e uma coisa que temos que analisar, porque acontece dessa maneira. Não foi possível evitar a coisa e honestamente nossas forças tentam entender, lutar e controlar novamente a área”.

O embaixador também discutiu a importância de lutar pelos reféns dos ataques. Assim como, elaborar uma tomada de atitudes que evite a proliferação de novas vítimas, desempenhando um papel construtivo no processo de paz. “Uma guerra não tem outra palavra para isso, é uma guerra. Que nós não queremos, que nós não começamos, mas temos que reagir e temos que evitar a continuação dela e temos que verificar que não vai repetir este tipo de atrocidades, esse tipo de ataques. Porque um país que quer manter a independência, que tem que querer proteger os cidadãos,não pode aceitar este tipo de ações”, ressaltou Zonshine.

Daniel também destacou aos ouvintes sua visão sobre a complexidade do conflito entre judeus e palestinos. Segundo ele, resolver as diferenças entre as duas nações, não é uma tarefa simples e muito menos fácil. Ele ainda tentou apontar algumas possíveis soluções. “Na Faixa de Gaza, dentro do Hamas, temos a liderança do Hamas fundando uma indústria de ódio, uma educação de destruir e dizer, não é só educação, isso é uma parte das coisas. O Hamas criou a Faixa de Gaza por quase 20 anos, então tem que mudar a cabeça, a educação. Em toda a zona é muito difícil fazer isso quando tem este tipo de educação para ódio e para reviver como algo que tem que destruir “.

No final da sua participação no programa Rota Atividade, ele ainda expressou sua perplexidade diante dos ataques terroristas realizados pelo Hamas em nome da paz. Ele enfatizou a contradição entre o discurso pacífico e os atos de violência realizados pelo grupo militante, ressaltando que tais ações acabam com os esforços para alcançar uma solução pacífica e inflamam ainda mais o conflito, distanciando do fim.”Eu não entendo de que maneira estuprar mulheres é mover a qualidade de vida das pessoas desaparecidas na Faixa de Gaza. De qual maneira matar bebés está promovendo a possibilidade de vacinas. De que maneira matar famílias inteiras está trazendo alguma coisa boa para o mundo. É vergonhoso, tem que acabar”.