Da redação
Empresas australianas atuam em projetos de exploração e desenvolvimento de terras raras e nióbio nas cidades de Poços de Caldas, Caldas e Araxá, em Minas Gerais. Conforme informações oficiais e valores divulgados, os investimentos captados e anunciados somam cerca de R$ 3,8 bilhões até o momento.
Entre os principais projetos em andamento, destacam-se o Projeto Colossus, da Viridis Mining and Minerals, com R$ 1,35 bilhão previstos para Poços de Caldas, e o Centro de Refino da Viridion, resultado da parceria entre Viridis e Ionic Rare Earths, avaliado em R$ 51 milhões. A Power Minerals mostrou interesse no projeto Morro do Ferro, chegando a R$ 83 milhões. Em Caldas, o Projeto Caldeira, da Meteoric Resources, está orçado em R$ 2,2 bilhões. Em Araxá, a St George Mining já captou R$ 254 milhões.
A embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, afirmou durante a Exposibram que cerca de 40 empresas australianas atuam na exploração de minerais críticos no país. Davies defendeu a oportunidade para a segurança das cadeias globais de fornecimento e ressaltou a tradição diplomática de 80 anos entre os dois países, além dos padrões ambientais mantidos.
O crescimento desses investimentos coincide com a mudança no perfil da mineração nacional, já que as terras raras são essenciais para setores como veículos elétricos e turbinas eólicas. Organizações civis da região alertam para riscos ambientais e pressionam por estudos aprofundados, principalmente devido à proximidade das áreas de exploração de áreas urbanas e de proteção ambiental.



