Da redação
O Instituto Burburinho Cultural realiza a terceira edição do Engenhoka em Macaé, com atividades na Escola Municipal Paulo Freire, no bairro Lagomar. Conforme a organização, estudantes a partir de dez anos participam gratuitamente de oficinas de arte e robótica, que integram arte, ciência, tecnologia e cultura maker nas escolas públicas. O evento de abertura em Macaé está marcado para o dia 25 de agosto, e as aulas iniciam em primeiro de setembro.
Durante aproximadamente cinco meses, os participantes desenvolvem projetos práticos que estimulam criatividade, raciocínio lógico, pensamento crítico, experimentação e trabalho em equipe. Segundo a diretora da Escola Municipal Paulo Freire, Simone Viana de Carvalho, a chegada do projeto “amplia as possibilidades dentro do ambiente escolar e fortalece o protagonismo dos alunos”. De acordo com a metodologia, o objetivo é permitir que estudantes criem, resolvam problemas, trabalhem em grupo e expressem suas ideias.
Entre os relatos dos alunos, Daniel Valandro Reis, de onze anos, campeão da edição anterior no Rio de Janeiro, afirma que o Engenhoka contribuiu para sua organização e compreensão sobre a relação entre tecnologia e sustentabilidade. Elisa Jocelim da Silva, de treze anos, destaca que o projeto despertou seu interesse pela pintura e a ajudou a ganhar confiança para criar e experimentar. Ao final das atividades, o estúdio maker permanece na escola, proporcionando continuidade ao uso dos equipamentos e mobiliário.
Além do Rio de Janeiro e de Macaé, o Engenhoka chega a Curitiba, Salvador, São Paulo e São Bernardo do Campo, com sete estúdios maker e previsão de atendimento a 420 estudantes. Serão produzidos quatro mil exemplares de um livro sobre cultura, ciência e tecnologia, com 10% em braile e versões com Libras e audiodescrição. Criado em 2006 e transformado em instituto em 2023, o Instituto Burburinho Cultural já atuou em projetos de letramento digital, empoderamento de meninas negras e robótica educacional.





