Da redação
Cinco entidades empresariais do Distrito Federal divulgaram um manifesto em defesa do Banco de Brasília (BRB), após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o aval para recomposição da instituição. O documento foi assinado por Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, Associação Brasileira de Empreiteiros de Obras Públicas, Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e Sindicato da Indústria da Construção Civil.
As entidades destacaram a importância do diálogo institucional e da cooperação entre os poderes em relação ao BRB e ao desenvolvimento da cidade. Segundo as associações, elas reconhecem que a recuperação do banco “demanda rigor técnico e apuração responsável por parte das autoridades competentes perante eventuais irregularidades”. Também reafirmaram o compromisso em colaborar ativamente para restabelecer a solidez da instituição.
O manifesto foi divulgado após Lula negar formalmente o aval para uma operação de resgate ao BRB durante evento com apoiadores em Ceilândia. O presidente atribuiu a crise do banco ao ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), citando ligação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e declarou: “Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o [Daniel] Vorcaro do Banco Master, mas nós não vamos deixar de pagar o Bolsa Família, não vamos dar dinheiro para o BRB”.
Posteriormente, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reagiu ao afirmar nas redes sociais que Lula “pensa pequeno e partidariamente”, e afirmou: “Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil e pensei também que os brasilienses fossem brasileiros. Pensei que o DF fizesse parte da República Federativa do Brasil, mas para ele, não”.





