Da redação
Washington Brazil Office, Washington Office on Latin America, Center for Economic and Policy Research, Amazon Watch e Latin America Working Group pediram nesta terça-feira (20), em carta ao Congresso dos Estados Unidos, que investigue a atuação da Meta nas eleições brasileiras, cobrando transparência e fiscalização.
A carta cita reportagens da Folha sobre falhas de moderação, distribuição e anúncios políticos antes do segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcado para domingo (25). Mensagens internas apontaram restrições a contas de Lula no Instagram.
NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apurou ao menos 1.613 anúncios políticos irregulares veiculados pela Meta no Brasil, pagos em moeda estrangeira entre julho e setembro. Totalizaram cerca de R$ 2 milhões e 171,1 milhões de impressões; 98,1% das origens apontavam os EUA.
Os signatários pedem esclarecimentos técnicos, preservação de registros internos e audiências públicas. A Meta nega interferência eleitoral e atribui os episódios a falhas técnicas ou erros não intencionais. Dizem: “O objetivo desses pedidos não é apoiar ou se opor a qualquer candidato ou resultado eleitoral”.




