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Equador busca se proteger do tráfico de precursores usados na fabricação de fentanil


Da redação

O Equador busca atuar de forma preventiva contra o tráfico de precursores químicos usados na produção de fentanil, afirmou o vice-ministro de Segurança Pública, Jorge Rivadeneira, à AFP nesta segunda-feira (26). Durante a Conferência Internacional sobre Drogas Sintéticas, em Quito, Rivadeneira destacou a intenção do país de estar “um passo à frente” das máfias internacionais que utilizam o território equatoriano para transporte dessas substâncias.

O vice-ministro citou a apreensão recente de 10.000 frascos de cetamina pela polícia, na província de Carchi, na fronteira com a Colômbia. O lote, proveniente do Peru e com destino final na Colômbia, estava escondido em blocos de construção. Segundo ele, as apreensões envolvendo precursores químicos para drogas sintéticas ainda são raras no Equador, o que motiva o governo a “blindar o país deste tipo de avanço de gangues internacionais”, pedindo maior cooperação de nações vizinhas.

O Equador teme impactos do fentanil, potente opioide responsável por milhares de mortes e considerado crise de saúde nos Estados Unidos, cuja produção passa por México e depende de precursores vindos da China. Especialistas de República Dominicana, El Salvador, Colômbia, Peru, Honduras e Panamá participam do encontro que segue até terça-feira.

Na semana anterior, o presidente Daniel Noboa criticou no X a “falta de reciprocidade” da Colômbia no combate ao narcotráfico e impôs tarifa de 30% às importações do país vizinho. Quito e Bogotá prometeram se reunir para buscar soluções, mas ainda não há data marcada.

Ainda assim, a violência atribuída ao narcotráfico bate recorde no Equador, com 52 assassinatos por 100.000 habitantes em 2025, conforme o Observatório Equatoriano do Crime Organizado.