Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta efeitos do caso “Dark Horse” em sua pré-candidatura à Presidência após divulgação de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A pesquisa Datafolha, realizada após a revelação do caso e divulgada nesta semana, aponta abalos em setores da base bolsonarista, especialmente entre eleitores considerados moderados, no Sul e entre jovens adultos.
Apesar do impacto negativo em segmentos específicos, Flávio manteve estabilidade entre os eleitores mais fiéis ao bolsonarismo. No levantamento espontâneo do Datafolha, em que os entrevistados citam espontaneamente seus candidatos preferidos, ele oscilou de 18% para 17% das intenções de voto, índice considerado dentro da margem de erro.
Por outro lado, o senador registra queda entre eleitores evangélicos: passou de 49% para 42% das intenções de voto, com rejeição aumentando de 28% para 34%. Entre eleitores no Sul, sua preferência recuou de 48% para 35%, e no grupo de 25 a 34 anos caiu 11 pontos percentuais, conforme o levantamento.
A retração mais significativa ocorreu entre bolsonaristas autodeclarados moderados, que representam cerca de 5% dos entrevistados. Nesse grupo, Flávio saiu de 53% para 40% das intenções em apenas uma semana. Especialistas afirmam que, em cenários de disputa acirrada, movimentos desses eleitores podem ser decisivos.
A equipe de Flávio avalia agora os danos e os riscos potenciais do episódio, especialmente se surgirem novas informações envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro. Segundo apurado, há preocupação de que novas revelações possam intensificar a perda de apoio em segmentos estratégicos do eleitorado conservador.
Embora existam outros nomes à direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), nenhum deles obteve até o momento apoio suficiente para superar Flávio. O senador segue como um dos polos do antipetismo, o que influencia sua manutenção nos índices, ficando nove pontos atrás de Lula (PT) no primeiro turno e quatro pontos em uma simulação de segundo turno.






