Da redação
A Espanha inicia nesta quinta-feira (29) três dias de luto pela morte de pelo menos 68 pessoas na colisão, na quarta-feira, entre um trem da estatal Renfe e uma composição da Iryo parada na via, a 150 quilômetros ao sul de Madri, informou a AFP.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que uma “falha informática” em trecho de 69 quilômetros levou à paralisação de seis trens. O AVE retomou a marcha sem precauções de velocidade e percorreu quase 25 quilômetros. Puente chamou a decisão de “equivocada” e “inexplicável”.
Equipes de emergência, com dois guindastes, continuam a buscar vítimas nos vagões destruídos. “Não podemos dar o trabalho por concluído”, declarou Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castilla-La-Mancha. Em Urda, uma escola acolhe familiares, com apoio de funcionários da Cruz Vermelha.
O sobrevivente Pablo Mejía, 42, disse que mudou de vagão para buscar um assento mais confortável e relatou: “Acho que nasci de novo”. Em janeiro, colisão em Adamuz, na Andaluzia, deixou 46 mortos; este é o segundo grande desastre ferroviário do ano.



