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Especialista da Opas alerta que estigma dificulta acesso a cuidados em saúde mental


Da redação

O psiquiatra Renato Oliveira e Souza, chefe da área de Saúde Mental e Abuso de Substância da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, afirma que o estigma sobre transtornos mentais é a principal barreira enfrentada por milhões de pessoas, impedindo o acesso ao tratamento e agravando o sofrimento psicológico. Segundo o especialista, esse preconceito leva muitos a sentirem vergonha ou medo de procurar ajuda.

De acordo com Oliveira e Souza, o estigma transforma a dor que deveria ser compartilhada em um fardo solitário, dificultando a busca por apoio e levando a sentimentos de culpa. Ele destaca que essa barreira só poderá ser enfrentada por meio de coragem institucional e transformação social, cabendo aos órgãos de saúde e à sociedade criar ambientes de acolhimento e respeito.

Para combater o problema, a Opas realiza iniciativas como capacitações gratuitas no Campus Virtual de Saúde Pública, preparando profissionais para atuar contra o estigma. O médico destaca ainda campanhas que mostram pessoas com transtornos de saúde mental levando vidas plenas, criando arte e participando da sociedade, como forma eficaz de reduzir o preconceito. “Quando a gente aumenta a exposição e a informação adequada em relação aos problemas de saúde mental, isso tem um efeito de baixar o estigma”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o estigma associado à saúde mental amplia o sofrimento individual e perpetua desigualdades sociais. Conforme Oliveira e Souza, quando internalizado, esse preconceito pode causar discriminação direta, afetar a autoestima, limitar oportunidades de emprego e educação e dificultar a recuperação e o bem-estar das pessoas.