Da redação
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal registrou 57 operações de resgate em 2023, 94 em 2024 e, até abril deste ano, já são 20 ocorrências em trilhas e cachoeiras da região. Com a chegada do período de estiagem, o aumento no fluxo de visitantes torna os cuidados ainda mais essenciais nesses ambientes naturais.
Especialistas recomendam redobrar a atenção e adotar medidas preventivas, já que a superestimação da resistência física e manobras perigosas, como saltos e selfies em áreas instáveis, estão entre os principais fatores de risco. Segundo relatos de frequentadores, a falta de sinalização e de estrutura adequada potencializa situações perigosas nas trilhas.
Daniel Rodrigues, estudante de 20 anos, relata que se perdeu com a namorada em uma trilha no Poço Azul, em Brazlândia, devido à ausência de orientação e sinalização. “Existem muitas trilhas com falta de sinalização e estrutura para receber trilheiros. Há partes do percurso que te colocam em perigo desnecessário, que poderia ser evitado com uma corda ou algum apoio”, afirma.
O bombeiro militar Alan Alves Vilar relembra a perda de seu irmão Jacob Vilar, vítima de uma cabeça d’água no Vale da Lua em 2019. Segundo ele, “quando a água veio, veio como uma onda, arrastando tudo”. Alan ressalta que as regiões do Poço Azul e Cachoeira do Tororó apresentam histórico de acidentes devido à dificuldade de acesso e grande movimento.
Janaína Figueiredo, guia de turismo há mais de dez anos, afirma que a maioria dos acidentes ocorre por desconhecimento do local ou subestimação dos riscos. Ela insiste na importância do acompanhamento profissional e aconselha: “nunca vá sozinho e sempre avise alguém sobre o seu destino”.
O CBMDF orienta a verificar a previsão do tempo, informar-se sobre as condições das trilhas, optar por percursos sinalizados, usar equipamentos adequados e avisar terceiros sobre o trajeto. Durante a trilha, recomenda evitar áreas de risco, não atravessar trechos de correnteza e acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 em emergências.





