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Especialistas preparados para impulsionar o desenvolvimento rural de mais de 2 mil famílias Yanomami


Da redação

Cerca de 60 técnicos em extensão rural foram capacitados para atuar junto a famílias da Terra Indígena Yanomami, abrangendo os municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, no Amazonas. A formação é requisito obrigatório para o início da assistência técnica e extensão rural pelo Programa Fomento Rural.

O curso teve duração de 40 horas e ocorreu neste mês na sede do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) em São Gabriel da Cachoeira, sob coordenação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A iniciativa é fruto de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ifam e a Fundação Ajuri, ligada à Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Temas como metodologia participativa, desenvolvimento sustentável, valorização dos saberes tradicionais, promoção da soberania alimentar, geração de renda e autonomia das comunidades indígenas foram abordados. Os novos agentes, muitos deles indígenas dos povos Baré, Yanomami, Piratapuia, Tukano, Baniwa, Desana, Wanano, Tariano, Kotiria, Koripako e Kubeo, serão contratados pela Fundação Ajuri para atuar nos territórios, numa composição considerada inédita pelo programa.

Serão destinados R$ 10 milhões em recursos não reembolsáveis do MDS para 2.173 famílias de 66 comunidades no Médio e Alto Rio Negro, com cada família recebendo R$ 4,6 mil para projetos produtivos e acompanhamento durante a execução. Além disso, o governo repassará R$ 9,5 milhões à Anater, via Funai, para os serviços de assistência técnica executados pela Fundação Ajuri.

Iracema de Paula de Lima Freitas destacou o alto percentual de técnicos indígenas entre os capacitados. Erica Lobato, do MDS, afirmou que agentes locais têm mais condições de compreender as necessidades das comunidades e propor projetos adequados. Fernanda Ferreira Mota, do MDS, ressaltou o fortalecimento da parceria com programas usuários do CadÚnico para ampliar a inclusão social. As atividades de campo começarão após a capacitação, conforme escolha dos povos Yanomami, seguindo a Constituição Federal e a Convenção nº 169 da OIT.