O volume de vendas do comércio varejista no Distrito Federal avançou 1,7% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, já descontados os efeitos sazonais. O resultado sucede a leve retração de 0,3% observada no primeiro mês do ano e indica retomada da atividade comercial.
Na comparação com fevereiro de 2025, o crescimento foi de 4,8%. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o varejo do DF registra expansão de 4,1%.
No cenário nacional, o desempenho é mais moderado. As vendas do comércio varejista cresceram 0,6% na comparação mensal, 0,2% frente a fevereiro do ano passado e 1,4% no acumulado em 12 meses.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado de fevereiro reflete a recomposição do ritmo da atividade após o início do ano.
“A alta nas vendas sinaliza a normalização do comércio depois do esvaziamento típico de janeiro. Ainda assim, o desempenho mais contido no acumulado dos últimos meses está associado ao comprometimento da renda das famílias com dívidas, à inflação e ao encarecimento do crédito, em um contexto de inadimplência elevada”, afirma.
Avanço nos estados
No país, 17 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento nas vendas em fevereiro, com destaque para:
• Paraná: +2,9%
• Bahia: +2,7%
• Minas Gerais: +2,5%
Por outro lado, nove estados registraram retração, entre eles:
• Mato Grosso: -3,6%
• Maranhão: -3,2%
• Amazonas: -3,2%
Varejo ampliado
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, avançou 1,2% na comparação mensal com ajuste sazonal.
• Comparação anual: +1,6%
• Acumulado em 12 meses: +0,6%
Desempenho por segmento
Na comparação com fevereiro de 2025, o crescimento de 4,8% do varejo no DF foi sustentado por quatro das oito atividades pesquisadas:
Destaques positivos:
• Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +18,7%
• Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria: +11,0%
• Móveis e eletrodomésticos: +10,7%
• Hipermercados e supermercados: +5,7%
Pressões negativas:
• Equipamentos de informática e comunicação: -40,6%
• Tecidos, vestuário e calçados: -8,0%
• Combustíveis e lubrificantes: -4,4%
• Livros, jornais e papelaria: -2,6%
Fonte: Fecomércio-DF






