Esquerda ironiza transferência de Bolsonaro e explora simbolismo da Papuda


Da redação

Parlamentares e líderes da esquerda utilizaram as redes sociais nesta quinta-feira (15) para destacar o simbolismo da transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local já abrigou nomes envolvidos em grandes escândalos, como mensalão e Lava Jato, e líderes de facções criminosas.

O novo espaço destinado a Bolsonaro possui 64,83 metros quadrados, com quarto, cozinha, banheiro, área externa e possibilidade de visitas ampliadas e assistência médica constante. Segundo decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, o local garante banho de sol e exercícios físicos a qualquer horário, além de manter itens como cama de casal, TV e água quente.

O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) escreveu: “URGENTE! BOLSONARO NA PAPUDA AGORA É FATO!”, ressaltando ser um “luxo para o que ele sempre defendeu aos presos” e “um privilégio que outros presos, inclusive do 8 de Janeiro, não dispõem”. Ivan Valente (PSOL-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) também enfatizaram a transferência como símbolo do enfrentamento à impunidade, e Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que não há violação de direitos, destacando respeito à dignidade humana.

O ministro Guilherme Boulos (PSOL) publicou “aqui se faz, aqui se paga” e resgatou vídeo de 2017, no qual Bolsonaro ironizava adversários dizendo que “a Papuda espera” quem comete crimes. Erika Hilton (PSOL-SP) criticou as queixas sobre a carceragem e afirmou que Papudinha seria ainda “muito” para Bolsonaro, defendendo que “bandido tem que apodrecer na cadeia”.

A Papuda já recebeu figuras como Geddel Vieira Lima, José Dirceu, Valdemar Costa Neto, Marcos Valério, Carlinhos Cachoeira e Marcola, além de políticos acusados de corrupção, reforçando a simbologia da transferência do ex-presidente para o complexo.