Da redação
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite de quarta-feira, após o presidente Donald Trump anunciar que responderia com força caso não houvesse avanço em negociações de paz. O alto comando militar iraniano respondeu fechando o Estreito de Ormuz e ameaçando alvejar qualquer embarcação que tentasse passar.
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, os ataques começaram às 0h45 em Teerã como resposta àquilo que a instituição chamou de “agressão injustificada e contínua do Irã”. O fechamento do estratégico Estreito de Ormuz interrompeu o trânsito de navios, incluindo petroleiros e comerciais, elevando a tensão regional.
O episódio marca uma ampliação no ciclo de hostilidades desde o cessar-fogo estabelecido em abril, que vinha sendo descumprido por ambas as partes. Uma explosão foi registrada na cidade portuária iraniana de Sirik, enquanto defesas aéreas foram ativadas na região oeste de Teerã, conforme informações da agência Mehr.
Donald Trump reforçou a postura americana ao declarar: “Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que as ações “devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática”, chegando a dizer que “Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas”.
O Irã acusou os Estados Unidos de atacar reservatórios de água que abastecem 10 aldeias, considerando o ato uma violação do direito internacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghei, classificou o episódio como “crime de guerra premeditado e uma violação flagrante dos direitos humanos”.
Apesar da retórica agressiva, esforços diplomáticos persistem. Segundo meios de comunicação iranianos, uma delegação do Catar desembarcou em Teerã na quarta-feira, com o objetivo de mediar a crise e discutir os recentes acontecimentos entre os países envolvidos.




