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Estados Unidos intensificam esforços para preservar memória dos ataques de 11 de Setembro


Da redação

Os Estados Unidos buscam preservar a lembrança dos ataques de 11 de setembro de 2001, enquanto cresce a parcela da população que não viveu o episódio. O presidente Donald Trump prestará homenagem no Pentágono, sem comparecer ao Marco Zero, no sul de Manhattan, onde os ataques às torres do World Trade Center resultaram na maioria das 2.977 mortes.

Segundo o jornal New York Times, Trump não participará da solenidade no local por causa da proibição de discursos na cerimônia, medida destinada a manter o caráter apartidário do evento. O presidente negou a informação, classificando-a como “inventada”. O vice-presidente JD Vance e quatro ex-presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush, estarão presentes na cerimônia em Nova York.

Com o passar dos anos, o Museu e Memorial do 11 de Setembro ampliou ações educativas, priorizando o público jovem, que não testemunhou os ataques. Conforme Beth Hillman, presidente da instituição, “100 milhões de americanos nem sequer tinham nascido ou são muito jovens para se lembrarem” dos acontecimentos. Logan Miller, voluntário cujo tio e avô morreram nos ataques, afirma que as novas gerações demonstram mais curiosidade, além de destacarem a importância de preservar a memória do episódio.

O memorial registrou aproximadamente 2,4 milhões de visitantes por ano. Na data do aniversário dos ataques, é realizada a leitura dos nomes das vítimas e, à noite, dois feixes de luz simbolizam as torres destruídas. Mais de 9.400 pessoas morreram posteriormente por doenças ligadas ao 11 de Setembro, conforme o programa federal de auxílio. O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, acusado de planejar os ataques, foi marcado para junho de 2028 em Guantánamo, onde está preso há 20 anos.