Início Mundo Estudante da Guiné-Bissau pede à Cplp mais mobilidade acadêmica e profissional

Estudante da Guiné-Bissau pede à Cplp mais mobilidade acadêmica e profissional


Da redação

O 30º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi destacado por jovens em Bissau, capital da Guiné-Bissau, como momento oportuno para debater o futuro do bloco. Fatumata Alzira Bangura, estudante de Química da Escola Superior de Educação, afirmou que a organização pode aproximar comunidades e gerar oportunidades para os jovens.

Segundo Alzira Bangura, a CPLP exerce papel fundamental na promoção da mobilidade, facilitação de comércio e fortalecimento da cooperação cultural. Ela defendeu que o bloco “vá além dos acordos governamentais, criando pontes diretas entre cidadãos, estudantes e comunidades locais da CPLP”.

Entre as propostas apresentadas pela estudante estão a ampliação e simplificação dos acordos de mobilidade e autorização de residência, já implementados em Portugal, permitindo que cidadãos possam viajar, estudar e trabalhar com menos burocracia. Alzira Bangura sugeriu também um sistema de equivalência de diplomas e concessão de bolsas de estudo a estudantes de países membros com menos recursos.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi fundada em 17 de julho de 1996, durante cúpula realizada em Lisboa, como fórum multilateral de cooperação. Integram o grupo Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial. Conforme informações oficiais, atualmente a Guiné-Bissau está temporariamente suspensa da CPLP devido ao golpe militar ocorrido em novembro de 2025.