Início Mundo Estudo alerta para aumento de mortes por calor extremo, secas e doenças

Estudo alerta para aumento de mortes por calor extremo, secas e doenças


Da redação

O relatório Lancet Countdown 2026, elaborado por 146 especialistas de 71 instituições internacionais em colaboração com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aceleração dos impactos da crise climática na saúde humana. Divulgado às vésperas da COP31, o estudo descreve efeitos crescentes em escala global.

Emissões de gases de efeito estufa atingiram recordes. Mortes anuais por calor cresceram cerca de 36% no pós-Acordo de Paris, ante a década anterior. Especialistas pedem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e mecanismos da ONU reconheçam a crise como emergência de saúde pública.

Na América do Sul, as mortes por ondas de calor mais que dobraram, superando 13 mil por ano. No Brasil, os óbitos por calor extremo quadruplicaram ante os anos 1990; queimadas na Amazônia e no Pantanal elevaram a poluição do ar e sobrecarregaram serviços de emergência.

O estresse térmico ameaça 6,7 bilhões de horas anuais de trabalho externo; o prejuízo potencial é estimado em US$ 17,7 bilhões, 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Temperatura e precipitação ampliaram a área do Aedes aegypti, favorecendo surtos de dengue, chikungunya e zika.