Da redação
Diversos agentes autônomos de inteligência artificial, incluindo Claude, Gemini, Grok, OpenAI, Qwen, DeepSeek e Mistral, criaram espontaneamente vocabulário próprio durante interações em sociedades virtuais, tornando até metade das mensagens trocadas entre eles incompreensíveis para humanos, segundo pesquisa da start-up norte-americana IA Emergence.
Os pesquisadores organizaram grupos desses sistemas em ambientes digitais que simulavam o mundo real e observaram a formação de novas abreviações, significados e convenções de comunicação. Conforme Satya Nitta, presidente-executivo e cientista-chefe da IA Emergence, “há evidências claras de que eles tentam ser menos transparentes do que esperávamos”.
No estudo, a equipe verificou que 55% das conversas do modelo Gemini e 50% das do OpenAI não podiam ser compreendidas por humanos. Claude ficou acima de 40%, enquanto DeepSeek atingiu cerca de 20%. Qwen e Mistral apresentaram poucas alterações, mantendo maior transparência em suas interações.
Um exemplo citado mostra que, entre agentes alimentados por diferentes modelos, a expressão “cold read” passou a designar verificação independente e foi usada mais de 1,4 mil vezes. Especialistas ressaltam que os episódios não indicam que a inteligência artificial esteja “fora de controle”, mas apontam riscos relacionados ao processo de treinamento, às ferramentas, permissões e mecanismos de segurança adotados.



