Da redação
Uma pesquisa de cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, indica que o Spinosaurus pode ter passado a maior parte da vida submerso. Divulgado em 20 de novembro, o estudo analisou 11.410 medidas anatômicas de 747 espécimes e reforça uma hipótese controversa sobre o dinossauro.
O Spinosaurus aegyptiacus viveu entre 113 milhões e 94 milhões de anos atrás, no norte da África. Seu focinho alongado, os dentes cônicos e a estrutura dorsal são associados à captura de peixes, mas paleontólogos divergem sobre se ele caçava submerso ou nas margens.
Para classificar hábitos, a equipe comparou proporções dos membros de animais atuais e extintos, com fotografias, tomografias e aprendizado de máquina. O comprimento relativo das mãos se destacou como indicador. Aplicados aos fósseis, os modelos classificaram o dinossauro como altamente aquático, com precisão superior a 90% nas previsões de nadadeiras e hábitos aquáticos.
Publicado na revista Current Biology, o trabalho foi liderado por Caleb Gordon e teve participação de Lisa Freisem, Christopher Griffin, Jacques Gauthier e Bhart-Anjan Bhullar. A equipe adaptou uma técnica estatística usada na Segunda Guerra Mundial para distinguir sinais reais de alarmes falsos em radares e avaliar as classificações.
A análise indicou que os mesossauros, de 290 milhões a 274 milhões de anos atrás, ainda frequentavam ambientes terrestres, ao contrário dos ictiossauros, mais adaptados à água. A classificação do Spinosaurus não encerra o debate: estudos biomecânicos questionam sua capacidade de nadar e mergulhar, e fósseis e simulações adicionais são necessários.




