Da redação
O governo dos Estados Unidos pretende implementar novas tarifas comerciais contra cerca de 60 países, incluindo o Brasil, após investigação sobre trabalho forçado em cadeias produtivas. A informação foi divulgada pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que disse esperar “alguma ação em breve”.
Segundo Greer, a nova tarifa substituirá a taxa global temporária de dez por cento imposta anteriormente pela administração de Donald Trump. Conforme o Escritório do Representante Comercial dos EUA, as medidas têm como fundamento conclusões da investigação sobre trabalho forçado. O Brasil poderá ser afetado com uma alíquota de 12,5% após o término do processo.
As declarações de Greer ocorreram um dia antes do início da vigência de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Esta medida foi formalizada pelo governo norte-americano em 15 de julho, sob o argumento de combate a supostas “práticas comerciais desleais” do Brasil em suas relações econômicas com os Estados Unidos.
Apesar da justificativa apresentada pela administração Trump, os Estados Unidos registraram superávit comercial de US$ 7,5 bilhões — cerca de R$ 38 bilhões — em transações com o Brasil no último ano. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão dos EUA quanto às novas tarifas.





