Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu neste sábado (7), em Miami, líderes de 12 países latino-americanos para anunciar a criação da coalizão militar “Escudo das Américas”. O objetivo do grupo é combater cartéis de drogas na região e afastar do continente os “adversários” dos EUA “de fora do Hemisfério”, numa referência a China e Rússia.
“Nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, declarou Trump. Ele comparou a iniciativa ao combate ao Estado Islâmico no Oriente Médio, afirmando: “Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”.
Além de Trump, participaram os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não teve discursos desses líderes. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou na semana anterior “agir sozinho” nos países latino-americanos, se necessário, para combater cartéis — o que violaria a soberania desses países.
Em proclamação oficial, a Casa Branca informou que os Estados Unidos irão treinar e mobilizar militares das nações parceiras para desmantelar os cartéis e combater a influência de potências estrangeiras. “Os Estados Unidos e seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, afirma o documento.
O México, ausente do grupo, foi citado por Trump, que disse que o país está “controlado” por cartéis e criticou a ausência do governo mexicano no acordo. Já a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, reafirmou que combate às drogas deve ser feito “com coordenação e sem subordinação”. Trump também elogiou o governo da Venezuela por avanços na cooperação e voltou a ameaçar Cuba, declarando que “está no fim da linha”.






