Da redação do Conectado ao Poder
A embaixada dos EUA reforça sua postura contra Alexandre de Moraes e considera suas ações contra Jair Bolsonaro uma ameaça à liberdade de expressão.
A embaixada dos Estados Unidos anunciou a suspensão dos vistos de entrada para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de outros sete ministros. A decisão foi divulgada após uma série de postagens do subsecretário de Diplomacia Pública, Darren Beattie, que criticou Moraes, chamando-o de “coração pulsante” de um processo de perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A divulgação do veto aos vistos ocorreu logo após Moraes ter respondido à defesa de Bolsonaro, explicando as medidas cautelares que estão sendo impostas. O subsecretário americano afirmou que a suspensão é uma resposta a ações que ele considera violadoras da liberdade de expressão.
Beattie mencionou em sua mensagem que, com a liderança do ex-presidente Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, o governo dos EUA está “atento e tomando as devidas providências” contra aqueles que censuram a liberdade de expressão. Não está claro quais seriam essas outras medidas, mas a revogação dos vistos é um passo claro na resposta do governo americano.
A embaixada também fez referência a outra postagem de Rubio, onde ele disse que o governo Trump responsabilizaria cidadãos estrangeiros que atropelam a liberdade de expressão protegida nos Estados Unidos. A crítica específica feita a Moraes envolveu a promoção de um contexto de perseguição que, segundo Rubio, também atinge cidadãos americanos.
Desde a volta de Trump ao comando, a embaixada dos EUA no Brasil não conta com um embaixador efetivo, sendo gerida pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. As postagens que têm sido feitas pela embaixada apresentam um tom mais direto e crítico do que o costumeiro na diplomacia.
Um exemplo recente de comunicação não convencional da embaixada ocorreu quando usaram uma cena do filme “E.T. – O Extraterrestre” para incentivar imigrantes ilegais nos EUA a se identificarem e pedirem ajuda para retornar ao seu país de origem.
Essa situação revela a crescente tensão nas relações bilaterais, especialmente em um momento em que o governo brasileiro, sob a liderança de Lula, vê intervenções estrangeiras como intromissões indevidas em seus assuntos internos. O Itamaraty já se manifestou sobre esse tipo de postura americana.







