Por Alex Blau Blau
Conhecida como Mãe Loira do Funk, empresária foi localizada em Petrópolis após a Justiça determinar o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado
A empresária e ex vereadora do Rio de Janeiro Veronica Costa, do PL, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa na noite desta quinta feira, 24 de setembro, após condenação definitiva a 10 anos e 8 meses de prisão pelo crime de tortura contra o ex marido Márcio Costa.
Veronica foi localizada por policiais no Vale das Videiras, em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Além dela, outras três pessoas relacionadas ao processo foram presas. Uma quinta pessoa procurada pela Justiça permanecia foragida.
Entre os detidos está Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Veronica, também condenado a 10 anos e 8 meses. Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da ex parlamentar, e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane, também foram presos.
A Polícia Civil havia tentado cumprir o mandado contra Veronica na quarta feira, 23, em sua residência na Barra da Tijuca, mas ela não foi encontrada. A ordem de prisão foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal, após o processo chegar ao fim sem possibilidade de novos recursos.
O episódio que resultou na condenação ocorreu em 2011. Márcio Costa relatou à polícia que foi amarrado e amordaçado dentro de um quarto e submetido a agressões durante aproximadamente 20 horas. Segundo o depoimento dele, inseticida teria sido lançado em seu rosto e gasolina derramada sobre seu corpo durante ameaças de que seria queimado.
A primeira condenação ocorreu em 2019. Em 2023, após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, a pena de Veronica foi elevada de 5 anos e 10 meses para 10 anos e 8 meses. A Justiça estabeleceu o regime fechado para o início do cumprimento da sentença e manteve a perda do mandato de vereadora determinada anteriormente.
Outros familiares também tiveram as penas ampliadas no julgamento. Além de Bruno Chaves Ribeiro, Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Veronica, receberam condenações de 10 anos.
Desde o início do caso, Veronica negou ter agredido o então marido. Em sua versão, apresentada ainda em 2011, afirmou que Márcio fazia uso de drogas, a ameaçava e já teria chegado machucado à residência. Ela também registrou uma acusação de furto contra o ex marido.
Quando a condenação foi ampliada em 2023, a defesa de Veronica questionou as provas utilizadas no processo e sustentou que a versão apresentada pela vítima apresentava fragilidades. Os recursos dos réus, entretanto, foram posteriormente rejeitados.
Com o encerramento definitivo do processo, a Justiça determinou o cumprimento das penas, levando à operação que terminou com a prisão da ex vereadora e de outros três condenados em Petrópolis.



