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Fabricação de produtos alimentícios liderou empregos industriais no Brasil em 2024, diz IBGE


Da redação

A fabricação de produtos alimentícios liderou o emprego industrial no Brasil em 2024, somando 2,1 milhões de trabalhadores entre os 8,7 milhões ocupados em 358,4 mil empresas industriais espalhadas pelo país. Dados do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (24), apontam concentração nas indústrias de transformação, responsáveis por 97,1% dos empregos no setor.

Além dos alimentos, setores como vestuário e acessórios (551,8 mil empregados), produtos de metal (517,1 mil) e veículos automotores, reboques e carrocerias (491,9 mil) também se destacaram em geração de empregos. O montante salarial pago aos trabalhadores industriais chegou a R$ 481,1 bilhões, sendo 94,9% destinados à indústria de transformação.

No que diz respeito ao faturamento, a receita bruta das empresas chegou a R$ 8,8 trilhões, com a maior parcela vinda da venda de produtos industriais (R$ 7,4 trilhões). A receita líquida de vendas foi de R$ 6,8 trilhões, das quais 92,9% vieram das indústrias de transformação. O Valor de Transformação Industrial (VTI) somou R$ 2,6 trilhões, sendo 88,8% desse total atribuídos à transformação.

Segundo Marcelo Miranda, gerente de Análise e Disseminação do IBGE, o VTI “representa a riqueza efetivamente gerada pela atividade industrial”. Em produtividade, a extração de petróleo e gás natural se destacou, alcançando R$ 13,3 milhões por pessoa ocupada. Quanto ao salário médio, o setor extrativo pagou 5,4 salários mínimos, sendo 17,5 mínimos só na extração de petróleo e gás.

Empresas com mais de 500 ocupados responderam por 67,9% da receita líquida, somando R$ 4,6 trilhões. Apesar do grande número de pequenas e médias empresas, a maior parte da receita industrial está concentrada nas companhias de maior porte. Em 2024, as oito maiores empresas industriais concentraram 20,2% do VTI.

Regionalmente, 18 estados apontaram os alimentos como principal atividade industrial em valor transformado. A Região Sudeste liderou com 60,3% do VTI nacional, seguida pelo Sul (19,1%). São Paulo destacou-se com 34,5% do VTI, enquanto Rio de Janeiro e Minas Gerais atingiram 12,8% e 10,8%, respectivamente.