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Fachin defende Toffoli em busca de solução interna para crise do Master no STF


Da redação

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, manifestou apoio ao colega Dias Toffoli diante da crise envolvendo o Banco Master, destacando que Toffoli atua sob “regular supervisão judicial” na investigação sobre fraudes financeiras. A declaração foi feita nesta quinta-feira (22), em nota enviada à imprensa, na qual Fachin abordou pela primeira vez os desgastes recentes enfrentados pelo Supremo.

No comunicado, Fachin afirmou que as instituições “podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas”. Ele retornou a Brasília durante o recesso para dialogar com magistrados e buscar soluções para a crise de imagem da corte, além de avançar na discussão sobre o código de conduta do STF.

Sem citar diretamente o Banco Master, Fachin ressaltou que eventuais situações que afetam o sistema financeiro nacional exigem respostas firmes, coordenadas e constitucionais das instituições envolvidas. O ministro reafirmou a autonomia do Banco Central para garantir a estabilidade financeira do país e destacou a importância da Polícia Federal na apuração de crimes e da Procuradoria-Geral da República na persecução penal.

Ao tratar do papel do Supremo, Fachin enfatizou que a corte atua pela guarda da Constituição e do devido processo legal, assegurando que “não se curva a ameaças ou intimidações”. Segundo ele, “quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional”.

Fachin concluiu defendendo que críticas ao tribunal são legítimas, mas condenou ataques com motivações obscuras. “A defesa do STF significa evitar que a força bruta substitua o direito”, disse, afirmando que o Supremo continuará empenhado pela ética, transparência e pelo Estado de direito.