Da redação
A Organização Internacional para Migrações (OIM), agência vinculada às Nações Unidas, alertou nesta semana para o risco enfrentado por cerca de 4 milhões de sudaneses que retornam voluntariamente para suas casas após meses de confrontos no país. Segundo a OIM, sem investimentos e recursos para reconstrução da infraestrutura e revitalização dos meios de subsistência, esses civis seguem sem acesso a serviços essenciais.
A OIM destaca que grande parte dos retornos ocorre nas regiões de Aj Jazirah e Cartum, impulsionados por uma melhora na segurança, pressões econômicas e o desejo de reunificação familiar. No entanto, muitos estão voltando para áreas ainda marcadas por conflitos e colapso social.
De acordo com a agência, quase 12 milhões de pessoas já fugiram de áreas fortemente afetadas pelos combates entre tropas do governo e paramilitares da Força de Apoio Rápido (RSF), procurando abrigo em regiões como Aj Jazirah, Cartum, Sennar e Cordofão. O número atual de deslocados internos no Sudão chega a quase 9 milhões.
O fluxo contínuo de deslocados exerce intensa pressão sobre serviços essenciais das comunidades que recebem essas pessoas. Sistemas de saúde, infraestrutura hídrica, serviços de proteção e oportunidades de subsistência permanecem sobrecarregados. Para a OIM, os deslocamentos e retornos não são processos separados, mas questões que exigem respostas coordenadas em todas as regiões.
O Plano de Resposta à Crise da OIM no Sudão para 2026 está subfinanciado em US$ 97,2 milhões. Com mais de 2 milhões de pessoas previstas para retornar voluntariamente a Cartum só este ano, a agência reforça que o trabalho de estabilização das áreas de retorno está apenas começando.






