Início Distrito Federal Família de Edileusa Durães faz vaquinha para traslado do corpo ao Tocantins

Família de Edileusa Durães faz vaquinha para traslado do corpo ao Tocantins


Da redação

Edileusa Durães, de 46 anos, foi morta a facadas na madrugada deste sábado, 20 de junho, no Recanto das Emas, Distrito Federal. Segundo a família, o crime ocorreu na residência da vítima e foi presenciado pelo filho adolescente, que ficou ferido ao tentar defendê-la. A família organiza uma arrecadação para custear o traslado ao Tocantins.

Sem parentes próximos em Brasília, a família relatou preocupação com o histórico de abusos envolvendo o companheiro, com quem Edileusa mantinha relacionamento de cerca de um ano. Segundo o sobrinho Lucas Gomes, de 31 anos, o agressor é acusado de comportamento possessivo, proibições de contato com familiares e episódios de violência. “Ela ligava chorando falando dele”, afirmou Lucas à reportagem.

De acordo com Lucas Gomes, a convivência era marcada por constantes desentendimentos e tentativas do companheiro de isolar Edileusa dos filhos e demais parentes. Lucas ainda relata que o homem “tinha ciúmes do filho” e que a família sentia-se impotente pela distância. Os episódios de violência eram conhecidos, mas a família não tinha como intervir presencialmente.

O episódio gerou forte indignação e mobilização entre familiares e amigos. Após o crime, o suspeito tentou tirar a própria vida e foi encaminhado ao Hospital do Gama. Lucas declarou: “Ela era tudo pra gente e agora só vai restar saudades. O que queremos é justiça pela morte dela”. Edileusa morava com dois filhos, de 14 e 4 anos, e deixa também uma filha de 19 anos.

Para a campanha solidária que arrecada recursos para traslado e sepultamento, a família disponibilizou o número (63) 992094642, em nome de Valdivina dos Santos, irmã da vítima. Os custos incluem o transporte do corpo até o Tocantins, onde o sepultamento será realizado, conforme informado pelos familiares.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelos telefones 190 (Polícia Militar DF), 197 (Polícia Civil DF) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). O atendimento é anônimo e funciona 24 horas por dia em todo o Distrito Federal. Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher também estão disponíveis em regime integral.