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FBI investiga AFA por possível fraude e lavagem de dinheiro em contratos internacionais


Da redação

A Associação do Futebol Argentino (AFA) é alvo de investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e pelo FBI. As autoridades americanas apuram suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro envolvendo contratos comerciais administrados pela entidade em território norte-americano. Até o momento, não houve denúncia formal contra dirigentes da AFA.

Segundo informações apuradas pelo jornal argentino La Nación, as investigações tiveram início de forma preliminar em 2025 e se intensificaram recentemente. O foco está nas operações financeiras realizadas pela TourProdEnter LLC, empresa que administra receitas internacionais da AFA. Documentos analisados indicam a movimentação de cerca de US$ 260 milhões em contas de bancos como Citibank, Bank of America, JP Morgan, Synovus e PNC Bank. Em torno de US$ 57 milhões foram distribuídos para empresas e beneficiários com finalidade não esclarecida, o que motivou a apuração sobre possível violação à legislação americana.

Entre as diligências já realizadas está o depoimento do empresário Guillermo Tofoni, que prestou esclarecimentos em videoconferência a promotores federais e agentes do FBI. As autoridades também examinam o papel de Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da AFA, de Pablo Toviggino, dirigente da entidade, e da TourProdEnter LLC na administração dos recursos. Em paralelo, avaliam-se contratos comerciais firmados fora da Argentina e a eventual participação de ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei, conforme apontado pela imprensa argentina.

A atuação do Departamento de Justiça americano se justifica pelo fato de parte das operações passarem por bancos sediados nos Estados Unidos, o que as sujeita à legislação federal sobre fraude bancária e crimes financeiros. O próprio escândalo “FIFAGate”, revelado em 2015, teve investigação semelhante por envolver transações no sistema bancário americano. Representantes da AFA, como Tomás Regalado, têm reiterado que não há denúncias formais nem comprovação de irregularidade, e solicitam cautela enquanto a investigação permanece em fase preliminar.