Da redação
As festas juninas em todo o Brasil intensificam a ocorrência de acidentes com queimaduras, segundo autoridades, sendo frequentes durante os meses de junho e julho. O alerta foi reforçado após o incidente ocorrido no último domingo (7) no bairro Arapoanga, em Planaltina, onde duas mulheres se feriram ao usar álcool combustível em uma churrasqueira.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, uma das vítimas sofreu queimaduras que atingiram cerca de 45% do corpo, enquanto a outra teve lesões em aproximadamente 20%. Ambas permaneceram conscientes e receberam os primeiros socorros no local antes do encaminhamento ao hospital.
O capitão Jean Charles, do Corpo de Bombeiros, explicou que o aumento das festas juninas e julinas resulta em maior uso de fogueiras, fogos de artifício e materiais inflamáveis, elevando o número de ocorrências. Ele enfatizou que “crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, por isso a supervisão constante é fundamental”.
Os acidentes mais comuns nessa época envolvem o manuseio inadequado de álcool, gasolina ou querosene para acender fogueiras, além de queimaduras causadas por fogos de artifício. Para prevenir riscos, recomenda-se montar fogueiras em locais abertos e afastar de instalações residenciais e redes elétricas, além de seguir rigorosamente as instruções dos fabricantes de fogos.
O capitão orienta: “Nunca use álcool, gasolina ou querosene para acender ou alimentar fogueiras. Em caso de queimadura, lave imediatamente a área atingida com água corrente por cerca de 20 minutos e evite qualquer produto caseiro no local da lesão”.
A médica dermatologista Regina Buffman ressaltou que queimaduras extensas, profundas ou que afetem regiões como rosto, mãos, pés, genitais e vias aéreas requerem atendimento imediato. Ela destaca a importância de sinais de alerta, como bolhas extensas, coloração esbranquiçada ou enegrecida da pele, perda de sensibilidade e dificuldade para respirar.





