Da redação
Goiânia vai sediar, de 5 a 14 de junho, a primeira edição do Festival Agun de Dança Negra, promovido pelo Orum Aiyê Quilombo Cultural. O evento, com entrada gratuita, ocorre na sede do coletivo no Setor Nossa Morada. A proposta é oferecer uma imersão artística nas produções negras contemporâneas.
A programação contempla espetáculos de dança, oficinas, exposições, batalhas de breaking e rima, apresentações musicais e atividades voltadas para as culturas afro-brasileiras, urbanas e periféricas. O evento é idealizado pelo próprio grupo organizador, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc, operacionalizada pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.
Segundo a organização, “Agun” vem da língua Fon, do Benin, e significa “comunidade”. O conceito fundamenta a programação ao promover o diálogo com heranças afro-brasileiras e urbanas, integrando artistas locais e incentivando a formação artística. “O festival deseja criar um território de encontro, troca e permanência para artistas negros”, afirma Marcelo Marques, produtor do Orum Aiyê Quilombo Cultural.
O festival contará com espetáculos que circulam em importantes festivais nacionais. Entre as atrações estão Chão Duro (RJ), Dembwa (BA), Abayomi (MA) e Debandada (RJ). Há também destaque para Adobe, da goiana Luciana Caetano, e para a performance Dadié, do beninense Codjo Perrez Kpade, que une circo e dança.
A programação se estende às artes visuais, com mostra de videodança e fotografia protagonizada por artistas de Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Pará. Entre os destaques na exposição estão obras dos coletivos Heranças do Corpo e Ìwà Sùúrù, além de artistas como Maxmiler Junio, Ed Gonçalves e Mayara Varalho.
Serão promovidas oficinas gratuitas de jongo, afrobeat e breaking, além de batalhas de dança e rima. O festival ainda realiza a Agun Kiki Ball, celebrando a cultura ballroom e o protagonismo LGBTQIAPN+. O local do evento é o Orum Aiyê Quilombo Cultural, com ingressos disponíveis via plataforma Sympla.







