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Filmar ou pedir socorro? Mortes durante brigas reacendem debate sobre omissão no DF


Da redação

Dois jovens morreram recentemente em decorrência de brigas no Distrito Federal. Leonardo Ferreira da Silva e Rodrigo Fleury Castanheira foram vítimas fatais das agressões registradas. As mortes reacenderam discussões sobre a conduta de testemunhas que, diante da violência, preferem gravar vídeos a tentar intervir.

A deputada Jane Klebia criticou publicamente a busca por visibilidade nas redes sociais com registros de episódios violentos. Para ela, a popularização das filmagens não pode normalizar a violência ou tornar as pessoas insensíveis à dor alheia. “Que essa coisa que se tornou comum [filmagem] não normalize para nós a violência, não nos torne insensíveis o suficiente para ver uma situação que a gente pode agir e deixar que um adolescente morra”, afirmou.

Segundo Jane Klebia, a legislação brasileira prevê responsabilização criminal para quem se omite em situações em que poderia socorrer a vítima. A deputada ressaltou que a prioridade, em casos de violência, deve ser sempre a segurança de quem está em risco.

Os homicídios envolvendo Leonardo e Rodrigo evidenciam um comportamento recorrente entre jovens: ao presenciar agressões, muitos optam por gravar e compartilhar o conteúdo, ao invés de buscar ajudar a vítima ou acionar autoridades.

O debate se intensifica no Distrito Federal, enquanto familiares e autoridades cobram mudanças de atitude diante de casos de violência.