Por Alex Blau Blau
Produção cinematográfica sobre a trajetória de Jair Bolsonaro virou alvo de nova controvérsia após troca de versões entre envolvidos no projeto e revelações sobre pedidos de pagamento ligados ao financiamento da obra
A produtora responsável pelo longa “Dark Horse” afirmou em comunicado divulgado nesta quarta-feira que não recebeu recursos do empresário Daniel Vorcaro nem de empresas ligadas ao banqueiro. A manifestação foi publicada após a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master.
O filme, que retrata a vida política do ex presidente Jair Bolsonaro, teria orçamento milionário e vinha sendo financiado por investidores privados. Segundo informações reveladas nos diálogos, Flávio Bolsonaro teria solicitado ajuda para quitar parcelas atrasadas relacionadas à produção cinematográfica.
Em nota, o senador reconheceu ter mantido conversas com Daniel Vorcaro, mas afirmou que buscava apenas apoio privado para a realização do longa metragem. A declaração, porém, acabou entrando em choque com o posicionamento oficial da produtora, que negou qualquer participação financeira do empresário no projeto.
A empresa responsável pela obra declarou ainda que o filme foi estruturado dentro de um modelo privado de financiamento audiovisual, sustentado por investidores e mecanismos considerados legais dentro do mercado de entretenimento nacional e internacional.
As informações divulgadas apontam que o contrato de financiamento da produção teria valor superior a R$ 130 milhões, com dezenas de investidores envolvidos. Parte significativa do montante já teria sido paga durante o andamento do projeto.
O caso provocou repercussão nos bastidores políticos e ampliou o debate sobre o financiamento de produções audiovisuais ligadas a figuras públicas e lideranças políticas nacionais.





