Da redação
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de comandar um “gabinete da perseguição” e o chamou de “laranja podre” na Corte. As declarações ocorreram durante entrevista à imprensa em visita ao município de Ponta Grossa (PR).
Durante a entrevista, Bolsonaro afirmou que seu objetivo, se eleito, será “resgatar a credibilidade das instituições” e citou a necessidade de proteger o Supremo Tribunal Federal, enfatizando que “a magistratura não é Alexandre de Moraes”. O candidato alegou que seria preciso resguardar a população de pessoas como Moraes, que, segundo ele, “não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo”.
Em relação a outros temas, Bolsonaro lamentou a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não pautar pedidos de impeachment contra Moraes, mencionando que há “mais de 54 pedidos de impeachment” parados. Criticou ainda a inclusão do ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master, no inquérito das fake news, e rejeitou a possibilidade de o próprio Mendonça virar alvo de impeachment.
O candidato também afirmou que o ato de 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá o mote “Fora Lula, Fora Moraes”. Segundo suas declarações, considera que há uma tentativa de proteger pessoas e não as instituições, e reafirmou que “está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes”.




