Da redação
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou na noite de sexta-feira (24) para pedir o fim de provocações e cobranças entre aliados, após novo episódio de troca de ofensas nas redes sociais entre seu irmão, o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A declaração de Flávio aconteceu após Nikolas Ferreira afirmar que a capacidade cognitiva de Jair Renan e de outro influenciador de direita, seu crítico, somadas, “ainda assim não alcançariam a de uma toupeira cega”. A mensagem gerou reações e intensificou o clima de tensão entre integrantes do mesmo partido.
Flávio Bolsonaro reiterou que divergências entre apoiadores prejudicam o grupo e pediu que não fosse pressionado ou defendido contra pessoas que “também querem Bolsonaro na Presidência”. “Cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar”, escreveu o senador em publicação.
Nikolas Ferreira respondeu à manifestação dizendo que sofre provocações há três anos e vinha se mantendo em silêncio. O deputado afirmou: “Com o passar do tempo, vários aliados de longa data, leais e íntegros têm sido alvo da mesma turma que nada agregam, a não ser gerar divisão e até mesmo fiscalização/perseguição a quem não posta uma porcentagem que eles desejam”.
O parlamentar mineiro ainda declarou que correligionários da Câmara se tornaram “alvo diário” de perseguição, dificultando o ambiente interno. “Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de ‘traidores’”, disse Ferreira sobre o clima observado entre aliados nos últimos tempos.
No início de maio, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e irmão de Flávio, comentou que “os holofotes e a fama” trouxeram impactos negativos a Nikolas Ferreira. Eduardo também afirmou que Nikolas deixava Flávio “numa espiral do silêncio”, recebendo apenas “meia dúzia de apoios públicos” para aparentar não ter abandonado o grupo político.





