Início Política Flávio Bolsonaro defende governo de até 8 anos após criticar reeleição

Flávio Bolsonaro defende governo de até 8 anos após criticar reeleição

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Da redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (8), em Santa Catarina, que seu eventual governo poderia durar até oito anos. A declaração ocorreu durante discurso improvisado para empresários, contrariando posicionamentos anteriores contrários à reeleição e acenos a outros postulantes em 2030.

Anteriormente, Flávio havia sinalizado a aliados que não buscaria reeleição, favorecendo outros candidatos à Presidência na próxima década. O senador se posicionou publicamente contra a possibilidade de um segundo mandato, afirmando que sua proposta era abrir espaço para novas lideranças. Em fevereiro, Flávio protocolou uma proposta de emenda à Constituição para pôr fim à reeleição no Brasil.

Durante o evento, Flávio afirmou: “O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”.

O senador também dirigiu críticas à esquerda, dizendo que, caso eleito, a oposição seria “insignificante” por até 40 anos. Segundo ele, “Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”.

Ainda no discurso, Flávio criticou a política externa do governo Lula e afirmou que o presidente perdeu a oportunidade de intensificar o combate ao crime organizado em visita aos Estados Unidos. Declarou que Lula teria priorizado “os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC”, em vez de parcerias internacionais.

Ele anunciou intenção de propor uma nova reforma tributária, com redução de impostos sem compensações previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Justificou a proposta ao dizer que, “com um governo moderno”, seria possível aumentar a arrecadação ao baixar impostos, citando experiências da gestão de Jair Bolsonaro.