Da redação
O prazo para partidos e federações oficializarem candidaturas e coligações para as eleições presidenciais termina nesta quarta-feira (5). Dois dos cinco pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), ainda não definiram seus vices conforme informações dos respectivos comandos de campanha.
No caso de Flávio Bolsonaro, a escolha do vice permanece indefinida e cercada de expectativas. A campanha do senador avaliou nomes como Michelle Bolsonaro (PL) e Tereza Cristina (PP), mas ambas as negociações foram frustradas por resistências de familiares ou de dirigentes partidários. “Até dia 5, tudo pode acontecer”, afirmou o senador.
A campanha de Flávio Bolsonaro analisa priorizar uma mulher para a vaga de vice, estratégia que, segundo avaliações internas, buscaria reduzir sua rejeição entre o público feminino, composto por 52,8% dos eleitores brasileiros. Sem Michelle e sem consenso em torno de Tereza Cristina, aliados passaram a defender Daniella Marques, filiada ao Republicanos, que reluta em apoiar formalmente o bolsonarismo. Julia Zanatta (PL-SC) também é cotada, em uma possível chapa “puro-sangue”.
Romeu Zema igualmente enfrenta impasse em sua composição. Ele tentou aproximação com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC), sem sucesso, e com o empresário Geraldo Rufino — do Podemos, que optou por disputar cadeira no Senado por São Paulo. Com isso, o Novo avalia lançar vice do próprio partido.





