Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal uma notícia-crime contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, após Rodrigues anunciar, em entrevista coletiva, uma apuração preliminar sobre suposta interferência externa nas eleições. A defesa afirma que a divulgação favoreceu o Partido dos Trabalhadores.
Segundo informações divulgadas por Rodrigues, a Polícia Federal recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União sugerindo a apuração e encaminhou à Diretoria de Inteligência para início do procedimento prévio. Na ocasião, Rodrigues ressaltou que não havia abertura formal de inquérito, apenas uma investigação em andamento.
Em sua representação, Flávio afirma que a divulgação no dia da votação ampliou uma suspeita sem provas e prejudicou sua candidatura. A defesa destaca: “A cronologia é eloquente. Em 1 de outubro a Advocacia-Geral da União levou à Polícia Federal uma notícia-crime sem crime, sem autor e sem fato, prontamente difundida na imprensa”. Os advogados citam artigos do Código Eleitoral que proíbem o uso de repartições públicas para beneficiar partidos.
O procedimento de apuração foi arquivado três dias após o anúncio. A defesa solicitou que o Ministério Público Eleitoral conduza ou acompanhe as investigações, e pediu o envio de documentos da Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, além da gravação integral da coletiva e do interrogatório de Rodrigues. O questionamento sobre a origem da apuração inclui menção a uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre possível repasse de recursos do governo dos Estados Unidos a projeto no Brasil.




