Da redação
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral a retirada de 221 publicações e a suspensão temporária de 32 perfis, alegando divulgação coordenada de conteúdos classificados como falsos ou descontextualizados. Segundo a equipe jurídica, políticos e entidades ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão entre os citados na ação.
Conforme o pedido, nomes como Pedro Uczai (PT-SC), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Duda Salabert (PDT-MG), Maria do Rosário (PT-RS), Paulo Pimenta (PT-RS) e Rogério Correia (PT-MG) aparecem entre os perfis indicados para diferentes medidas, que incluem remoção, monitoramento e, em alguns casos, suspensão das atividades até as 23h59 de 26 de outubro, dia seguinte ao segundo turno das eleições.
De acordo com a petição, uma rede de 1.525 perfis teria atuado em coautoria para disseminar postagens por meio do recurso collab, somando 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações. Entre os conteúdos contestados estão publicações que teriam interpretado declarações de Flávio Bolsonaro como sugestão de ruptura institucional e supostas propostas de congelamento de aposentadorias, extinção do 13º salário e fim do salário mínimo.
A lista de páginas inclui veículos como Mídia Ninja, Pragmatismo Político, além de páginas do PT e da Central Única dos Trabalhadores. Em relação a 16 perfis institucionais e 75 perfis apontados como originadores das postagens, o pedido se limita à remoção ou ao monitoramento dos conteúdos. A defesa destaca não buscar “a cassação de perfis, a censura prévia de opiniões ou a responsabilização dos seguidores”. No mesmo documento, Flávio Bolsonaro pede apuração de eventuais crimes eleitorais e, caso haja condenação, a cassação do registro ou diploma de Lula e Geraldo Alckmin.




