Da redação
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, visitou Belém nesta semana e enfrentou resistência para conseguir agenda em igrejas evangélicas locais. Segundo aliados, o motivo foi orientação atribuída a interlocutores da família Barbalho, influente no Pará e atualmente alinhada ao presidente Lula.
Nos dias que antecederam sua chegada, assessores de Flávio Bolsonaro procuraram dezenas de pastores em busca de uma igreja disposta a recebê-lo. Muitos citaram a recomendação de integrantes ligados à família Barbalho para não abrir espaço ao parlamentar. Outros líderes preferiram não se manifestar oficialmente.
A família Barbalho há décadas ocupa posição central no cenário político paraense, exercendo forte influência sobre lideranças evangélicas e outros segmentos. Atualmente, o grupo político mantém alinhamento com o governo federal, o que, segundo interlocutores, pesou na decisão dos pastores de evitar envolvimento com adversários locais.
Diante das negativas dos principais líderes religiosos, Flávio Bolsonaro foi recebido por um pastor descrito por aliados como “alternativo” e “mais rebelde”. Este líder reuniu outros representantes evangélicos, a maior parte pertencente a uma vertente da Assembleia de Deus, que se dispuseram a dialogar com o senador.
Para que o encontro acontecesse, houve uma condição imposta pelos organizadores: Flávio não poderia comparecer acompanhado de Daniel Santos, pré-candidato ao governo do Pará pelo PL e adversário político da família Barbalho. Flávio atendeu ao pedido e participou da reunião sem a presença do aliado.
A relação entre grupos evangélicos e figuras políticas costuma ser decisiva nas estratégias eleitorais do Pará, onde a população religiosa representa parcela significativa do eleitorado. A influência da família Barbalho sobre pastores e igrejas reflete a disputa por apoio em cenários eleitorais locais.





