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Flávio intensifica ataques a Moraes: descubra para quem ele está direcionando sua estratégia


Da redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) para apurar possível injúria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação, solicitada pela Polícia Federal, tem como base uma publicação de Flávio associando Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A decisão ampliou a estratégia de setores da direita de tensionar o STF e mobilizar a ala bolsonarista mais radical.

Como pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro reagiu ao inquérito com tom de enfrentamento ao ministro Moraes, relator de processos centrais envolvendo Jair Bolsonaro e aliados. “Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente”, afirmou Flávio. Ele acrescentou: “Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição”.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado, também criticou a decisão de Moraes. Nos Estados Unidos, alegando perseguição, Eduardo declarou: “Ele manda abrir o inquérito, a sua Polícia Federal investiga e depois, adivinha quem vai julgar os casos? Ele também. Um jogo de cartas marcadas para não permitir a eleição de Flávio”.

Pouco antes, a CPI do Crime Organizado rejeitou relatório do senador Alessandro Vieira que pedia o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral Paulo Gonet, com base em investigações sobre o Banco Master. Após mudanças na composição da CPI, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou: “O sistema colocou o Congresso de joelhos”.

Os ministros do STF rebateram as denúncias. Gilmar Mendes afirmou que o relatório é “uma cortina de fumaça” para produzir dividendos eleitorais. Dias Toffoli destacou que, “atacar instituições para obter voto é antidemocrático” e defendeu a inelegibilidade de quem perpetua esse comportamento.