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FMI diz que perspectivas de crescimento global permanecem fracas

Declaração da dirigente do fundo foi em encontro com ministros do G20

A atividade econômica global está desacelerando, especialmente no setor industrial, e as perspectivas de crescimento no médio prazo continuam fracas, disse nesta terça-feira (18) a chefe do Fundo Monetário Internacional a líderes financeiros do Grupo dos 20.

A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, disse a ministros das Finanças do G20 e presidentes de bancos centrais no estado indiano de Gujarat, que a divergência nas perspectivas econômicas dos países é uma preocupação persistente.

A inflação está finalmente tendendo para baixo, embora “a inflação ainda esteja muito alta e o núcleo continue persistente, apesar do aperto significativo da política monetária”, disse Georgieva.

Ainda assim, a inflação pode permanecer alta por mais tempo e exigir ainda mais aperto, alertou.

“Embora haja progresso, o trabalho ainda não está terminado — a política monetária deve manter o rumo. Uma celebração prematura pode reverter os ganhos duramente conquistados até agora no processo de desinflação”.

A redução da inflação é uma das principais prioridades para os países, disse Georgieva, juntamente com esforços como a reconstrução de colchões fiscais e reformas que promovam o crescimento.

“Para apoiar esses esforços de reforma, o fundo também vai expandir seu trabalho na mobilização de recursos domésticos, melhorando a qualidade dos gastos dos países, construindo mercados de capitais profundos e melhorando o ambiente para investimentos privados – tanto domésticos quanto estrangeiros”, anunciou.

Ela enfatizou a necessidade de fortalecer a rede de segurança financeira global, incluindo a revisão dos recursos de cotas do FMI, essenciais para garantir a previsibilidade do poder de fogo do fundo, que encolheu em termos relativos.

A chefe do FMI também destacou o progresso feito na restauração da sustentabilidade da dívida após um recente acordo sobre a reestruturação da dívida da Zâmbia.

Ainda assim, “o processo de reestruturação da dívida ainda precisa ser mais rápido e eficaz”.

Fonte: Agência Brasil