Da redação
O futebol nos Estados Unidos passou a ser alvo de operações do ICE, órgão de imigração do país, desde janeiro de 2025. Segundo relatório da Human Rights Soccer Alliance, pelo menos 17 casos de detenção ou deportação de jogadores, treinadores, familiares e torcedores foram registrados em diferentes estados americanos neste período.
A Human Rights Soccer Alliance afirma que o futebol tem forte ligação com comunidades imigrantes, funcionando como espaço de integração cultural. Porém, de acordo com a entidade, a intensificação das fiscalizações desde 2025 passou a abranger espaços como escolas, parques, centros comunitários e instalações esportivas, ampliando o alcance das operações.
Segundo o relatório, nenhum dos 17 casos documentados envolve pessoas com antecedentes criminais. A organização relata que a simples participação em treinos, jogos ou eventos relacionados ao futebol resultou em detenções e deportações, destacando a preocupação com esse novo padrão de atuação das autoridades.
Entre os episódios citados pela entidade está a detenção de dois jovens jogadores após um treino no Hudson River Park, em Nova York, e a prisão de um pai de duas crianças no estacionamento do estádio MetLife, antes da final da Copa do Mundo de Clubes, em julho do ano passado — este último foi deportado três meses depois.
A intensificação das operações afetou também eventos esportivos ligados ao futebol. O relatório indica que temores de detenção levaram ao cancelamento de competições, como uma liga juvenil em Portland e eventos no Arizona, após relatos de atuação do ICE em espaços esportivos no final de 2024.
O governo dos EUA afirma que o foco do ICE na Copa do Mundo será a segurança e combate a crimes como venda de ingressos falsos e tráfico humano. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, informou em vídeo oficial que turistas com situação regular não serão alvo e que agentes “não vão verificar o status migratório” de frequentadores dos estádios.





