Da redação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 18, que vê espaço para o Banco Central reduzir ainda mais a taxa básica de juros no país. A declaração foi feita após o anúncio do corte da Selic para 14,25%, decisão que, segundo ele, gerou mais dúvidas do que respostas no mercado.
Durante entrevista, Durigan ressaltou que a prerrogativa de novos cortes na taxa de juros cabe exclusivamente ao Banco Central. “Eu sigo achando que tem espaço para novos cortes, mas isso sem dúvida nenhuma é uma competência do Banco Central”, declarou o ministro, enfatizando o papel autônomo da instituição.
O ministro também comentou sobre fatores externos, especialmente choques que afetam temporariamente a economia, como conflitos internacionais. De acordo com Durigan, esses eventos não devem determinar a condução da política monetária, já que normalmente não alteram de modo significativo a tendência da inflação no médio e longo prazo.
Ele destacou especificamente a guerra no Oriente Médio como exemplo de choque temporário. “A política monetária não deveria olhar para essas espécies de soluços ou intercorrências no curto prazo como foi o caso da guerra, que agora nós já estamos vendo um arrefecimento, já estamos com o preço do petróleo, por exemplo, num patamar mais baixo”, afirmou.
Com a recente queda nos preços do petróleo, Durigan acredita que o cenário de inflação pode se manter mais estável, fortalecendo o argumento de que acontecimentos de impacto restrito no tempo não devem direcionar decisões estruturais sobre juros.
A decisão do Banco Central de reduzir a Selic para 14,25% foi recebida com incerteza pelo mercado financeiro. Especialistas acompanham atentamente as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária, analisando dados econômicos e declarações das autoridades para avaliar os próximos passos da política de juros.





