Da redação
Um estudo do Fundo Monetário Internacional indica que várias economias do G20 enfrentam restrições ao crescimento devido ao excesso de regulamentação nos mercados de trabalho. Segundo o FMI, as perspectivas a médio prazo permanecem fracas, com previsão de crescimento anual de 3% em 2031, próximo do menor patamar desde a crise financeira global de 2007 e 2008.
De acordo com o relatório, a desaceleração ocorre por causa de políticas e regulamentações consideradas mal concebidas, além de estruturas institucionais inadequadas, que reduzem o potencial das economias. Entre os principais obstáculos estão excessos de regulamentação empresarial, políticas ineficazes do mercado de trabalho, entraves jurisdicionais e barreiras ao investimento.
O FMI estima que cerca de metade das economias avançadas do G20 enfrenta restrições causadas pela regulação excessiva dos mercados de trabalho e da proteção ao consumidor. Esse entrave, segundo a instituição, também afeta aproximadamente três quartos das economias emergentes do grupo, que lidam ainda com mercados de capitais menos desenvolvidos e deficiências institucionais.
As equipes do FMI apontam que, nas economias avançadas, políticas inadequadas sobre demografia e habitação também limitam o crescimento. A instituição destaca que reformas de desregulação têm relação positiva com aumento de investimento e produção apenas quando calibradas e adaptadas a contextos restritivos, e defende a adoção de quadros institucionais sólidos, comunicação clara e programas de requalificação profissional para superar os obstáculos identificados.



